
“Leon, Joseph e Clyde, os três sofriam de complexo de messias. Não de uma simples dose de narcisismo, nem uma pitada de grandiosidade. Pacientes psiquiátricos crônicos de um hospital de Ypsilanti, Michigan, todos receberam o diagnóstico de portadores de ilusão psicótica, tipo ególotra. Cada qual afirmava ser ele a reencarnação de Jesus Cristo. E acreditava ser a figura central, em torno de quem girava o mundo: os três pequenos messias.
O psicólogo Milton Rokeach escreveu The three christs of Ypsilanti [Os três cristos de Ypsilanti] narrando suas tentativas de ajudar esses homens a aceitarem a verdade sobre si mesmos e aprenderem que eram apenas Leon, Joseph e Clyde... depois de anos trabalhando com eles, Rokeach colocou os três em um grupo único.
A experiência resultou em algumas conversas interessantes. Um dos homens afirmou:
- Eu sou o “messias”, o Filho de Deus. Estou aqui para cumprir uma missão. Fui enviado para salvar a terra.
- Como sabe disso? – Rokeach perguntou.
- Deus me disse.
Nisso um dos outros pacientes retrucou:
- Eu não. Nunca lhe disse nada parecido.”
O psicólogo Milton Rokeach escreveu The three christs of Ypsilanti [Os três cristos de Ypsilanti] narrando suas tentativas de ajudar esses homens a aceitarem a verdade sobre si mesmos e aprenderem que eram apenas Leon, Joseph e Clyde... depois de anos trabalhando com eles, Rokeach colocou os três em um grupo único.
A experiência resultou em algumas conversas interessantes. Um dos homens afirmou:
- Eu sou o “messias”, o Filho de Deus. Estou aqui para cumprir uma missão. Fui enviado para salvar a terra.
- Como sabe disso? – Rokeach perguntou.
- Deus me disse.
Nisso um dos outros pacientes retrucou:
- Eu não. Nunca lhe disse nada parecido.”
Ao ler isso não sei se começo a rir, ou a chorar. Provavelmente você riu, mas pare para pensar em quantas pessoas estão querendo ocupar o lugar de Deus, quantas estão buscando a glória de tudo que fazem para si e não para Deus. Muitas vezes nos esquecemos que tudo o que fazemos de bom vem de Deus, portanto toda honra e glória de vem ser dadas a Ele. Sozinhos não podemos fazer nada, nossas vidas não tem sentido sem Ele. (Jo 15.5)
Precisamos ter a atitude de servos, nos humilhar diante de Deus e reconhecer que Ele é o Senhor absoluto, precisamos ter a mesma atitude de Cristo “que embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!”
Jesus nos ensinou que devemos servir uns aos outros, sem buscar nada em troca, sem buscar reconhecimento das pessoas, sem pensar “nossa, eu sou muito bom”, mas fazê-lo por amor. Mas também não podemos cair no erro da falsa modéstia, a falsa humildade.
“Dizemos com freqüência que não somos nada, ou que somos a própria miséria, o refugo do mundo, mas ficaríamos muito chateados se alguém nos entendesse ao pé da letra ou contasse para outros que somos de fato como apregoamos [...] Fingimos querer para nós o último lugar no grupo e sentarmos na ponta da mesa, sendo que temos em vista galgar depressa uma posição mais elevada. A verdadeira humildade não faz espetáculos e raras vezes fala com modéstia. Não só deseja esconder todas as outras virtudes como, acima de tudo, deseja se esconder.” (Francisco de Sales em Introduction to a devout and holy life, New York, 1989).
